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12 de nov de 2012

São Clemente Maria Holfbauer


15 de março - Dia de São Clemente Maria Holfbauer

Batizado com o nome de João, ele nasceu num pequeno povoado da Morávia, República Tcheca, em 26 de dezembro de 1751. De família muito cristã e pobre, não pode se dedicar aos estudos até a adolescência. Seus pais Paulo Hofbauer e Maria Steer tiveram doze filhos e ele tinha apenas sete anos, quando ficou órfão de pai. Consta de suas anotações que, nesse dia, sua mãe lhe mostrou um crucifixo e lhe disse: 

"A partir de hoje, este é o teu Pai". 

João entendeu bem a orientação, decidindo, a partir de então, que se tornaria sacerdote e missionário.
Foi um notável pregador e diretor espiritual em Viena, São Clemente era diretor espiritual do Convento das Irmãs Ursulinas, fundou um colégio católico em Viena, trabalhou com os pobres e ajudou a revitalizar a vida religiosa na Alemanha. 

Trabalhou contra o estabelecimento de Igreja Nacional Germânica e contra o Josephinismo que queria o controle secular do Clero e da Igreja dentre esses e outros feitos destacamos o segredo de sua grande santidade. Uma ardente, terna e filial devoção à Santíssima Virgem.

A devoção de São Clemente à Santíssima Virgem Maria

A devoção à Santíssima Virgem era um ponto atacado e combatido naqueles tempos de frieza religiosa e jansenismo detestável.

Até teólogos que se diziam católicos, julgavam dever impugnar o culto de Maria Santíssima. O Rosário era desconhecido em bastante centros católicos de sorte que em Viena se tinha em conta de curiosidade o fato de que na igreja de Santa Úrsula havia um padre que benzia Terços e Rosários.

São Clemente era um digno fiolho espiritual de Santo Afonso Maria de Ligório, o dedicado cantor e defensor acérrimo das Glórias de Maria, e por isso não podia deixar de consagrar à Virgem Maria um amor terno e filial. O divino Mestre afirmou que a boca fala ex abundantia cordis, daquilo que enche o coração; para São Clemente, o decantar no púlpito e nas palestras familiares as Glórias da Mãe de Deus, era uma das maiores alegrias e consolações da sua alma. 

No púlpito, quando discorria sobre algum mistério da vida de Nossa Senhora, tornava-se excepcionalmente eloqüente e as palavras jorravam fáceis dos seus lábios: era o filho amoroso que enaltecia os encômios de sua Mãe. 

A Imaculada Conceição, as Sete Dores de Maria e, sobretudo o mistério da Anunciação, em que veneramos conjuntamente a encarnação do Verbo e a maternidade da Virgem, eram o objeto de sua mais terna devoção desde os dias de sua infância, e o assunto predileto dos seus eloqüentes sermões. Dificilmente passava-lhe despercebido o toque do “Ângelus” de manhã, ao meio dia e à tarde; onde quer que se achasse, punha-se de joelhos e com devoção e amor saudava sua Rainha e Mãe.

A exemplo de Sto. Afonso nutria uma devoção toda especial para com a Virgem sob o título do Bom Conselho, de cujas luzes tanto necessitava naqueles tempos turbulentos; e a Virgem diversas vezes deu mostras de que aceitava os obséquios do seu devoto Servo, guiando-o, qual estrela indeficiente através dos escolhos e abrolhos da vida tempestuosa do seu século.


Característica era a sua devoção para com o Rosário de Maria, que denominava a sua “biblioteca”. 

Em todos os seus passeios pela cidade e em casa, nos momentos livres, Clemente desfiava as contas do Rosário. Para consolidar essa devoção entre os seus discípulos impôs aos oblatos da congregação o dever de defender sempre o Santíssimo Rosário, mormente quando escarnecidos pelos hereges. No púlpito, no confessionário e nos entretenimentos familiares recomendava com fogo essa devoção; nas pausas do confessionário rezava o terço, ou, ao menos algumas “Ave-Marias”, afirmando que por essa devoção conseguia quanto pedia a Deus. 

Por vezes, à cabeceira dos doentes, esgotados aos meios de persuasão, ajoelhava-se, rezava o terço, e a conversão era garantida. Chamado a algum doente, que morava um tanto afastado, punha-se a rezar o Terço a caminho e gostava de dizer: 

“Quando tenho tempo de rezar o Terço, não há pecador que não se converta!” 

Para São Clemente a devoção a Nossa Senhora era uma necessidade imperiosa. Não podia ouvir falar em nome de Maria sem algum predicado glorioso para Ela. Quando em suas longas viagens encontrava algum santuário da Virgem, não prosseguia seu caminho sem primeiro saudar sua Mãe Celeste e depositar em seu altar o ósculo ardente de seu amor filial. Em Viena os únicos passeios que fazia fora da cidade, eram consagrados à Virgem em seus santuários, Todas as igrejas de Nossa Senhora eram-lhe caras, porque em todas elas encontrava ocasião de homenagear sua Mãe e Rainha; porém o que mais lhe atraia era o de Mariazell, onde se desenvolvia como em nenhum outro, a vida de fé católica, aliás, abaladíssima na Áustria no tempo do josefismo. 

Quando o Santo contemplava as multidões que, de perto e de longe, invadiam o Santuário da Virgem, os corações a vibrar de amor, os cânticos a ecoar pelas planícies, as orações a repercutir na vasta abóbada do Santuário, sua satisfação era sem limites, seu peito estremecia, e seu coração parecia saltar fora a desafiar os incrédulos a virem em sua incredulidade explicar aquele espetáculo de fé. 

–“Que os incrédulos, exclamou Ele, venham explicar-Me, se puderem, o que impulsiona este povo, o que o traz de tão longe terras, a custo de mil fadigas, a estas montanhas! Tem-se que reconhecer que é o poder da fé. Oh! Se o Santo Padre pudesse ver toda essa gente e esta devoção, havia de chorar de alegria”.
No púlpito e no confessionário exortava continuamente os fiéis a recorrerem à Rainha do Céu 

– “Não se pode ir para o paraíso senão por meio de Maria”, gostava Ele de repetir.

Mormente aos pecadores apontava São Clemente a devoção a Maria Santíssima como âncora de refúgio e de salvamento. 

“Meus irmãos, exclamou Ele um dia levado de entusiasmo, se entre vós existir algum que perdeu a fé, ou nela se sente fraco, ouça o remédio eficaz que eu conheço ser infalível: reze diariamente de joelhos e com devoção uma ‘Ave-Maria’ à Mãe de Deus, e sua alma atribulada recuperará a paz”.

LIVRO - VIDA DE SÃO CLEMENTE MARIA HOFBAUER 
Insigne propagador da CONGREGAÇÃO DO SS. REDENTOR

LIVRO: LINK PARA DOWNOAD



Crianças, doentes, estudantes, damas e nobres, todos, sem exceção, o
conheciam e estimavam. Suas pregações atraíam milhares de
pessoas, especialmente jovens e intelectuais.

"Deus é admirável nos seus santos", diz com sabedoria um secular canto litúrgico. E, de fato, onde poderemos distinguir com maior facilidade o braço poderoso do Altíssimo do que nas figuras incomparáveis de Seus justos e eleitos? Representantes de todas as raças, povos e condições sociais, em suas pessoas pulsa a força do evangelho, brilha a luz da virtude e se torna realidade o título de nossa Santa Igreja, uma vez que a chamamos Católica porque essa palavra quer dizer "universal".

São Clemente Maria Hofbauer,
apóstolo e patrono de Viena

Sempre que nos aprofundamos no conhecimento da alma de um bem-aventurado, deparamos invariavelmente com admiráveis reflexos da pessoa adorável de Jesus, que ali encontrou correspondência à voz de Sua graça: "Se alguém Me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e Nós viremos a ele e nele faremos a nossa morada" (Jo 14, 23).

Nesse sentido, o Santo Padre Bento XVI nos ensina: "Cada santo que entra na História já constitui uma pequena porção do retorno de Cristo, um novo ingresso dEle no tempo, que nos mostra Sua imagem de um novo modo e nos deixa seguros de Sua presença"1.

Um luzeiro para o norte da Europa

Numa manifestação de imensa bondade, Deus suscitou no intrincado período de passagem do século XVIII para o XIX grandes homens segundo o Seu coração, que empunharam corajosamente a chama da caridade. Foram santos tão modelados segundo as máximas do Evangelho que quase diríamos terem seguido pessoalmente as pegadas do Mestre nas míticas paragens de Israel.

É entre tais heróis que encontramos São Clemente Maria Hofbauer, um dos gloriosos padroeiros de Viena, suscitado pelo Senhor para transformar a sociedade de seu tempo com as simples armas do fervor e da oração.


Nosso Santo veio ao mundo em Tasswitz, pequena aldeia rural, hoje pertencente à República Checa, situada a cem quilômetros ao norte de Viena. Levado à pia batismal no mesmo dia de seu nascimento, 26 de dezembro de 1751, recebeu o nome de João Evangelista. Sua humilde família foi abençoada com doze filhos, entre os quais João era o nono.

Apesar das muitas dificuldades enfrentadas pelos pais, reinava naquele lar cristão um grande zelo pela Lei de Deus, no cumprimento da qual todas as crianças foram formadas. Quando a morte arrebatou a vida do chefe da família Hofbauer, a mãe de Clemente - seu nome de religioso, com o qual passou para a História - levou-o aos pés do crucifixo da paróquia e lhe disse: "Meu filho, a partir de agora, é Ele o teu pai. Cuida de andar sempre pelos caminhos que são do Seu agrado". Tinha ele, por essa época, apenas sete anos.

Discípulo sem mestre

Assim se descortinaram para São Clemente, em tão tenra idade, os grandes obstáculos da vida a serem vencidos. Encontramo-lo ainda criança como aprendiz de padeiro, e na adolescência como auxiliar no refeitório da abadia premonstratense de Klosterbruck. Ansiava ele pela vida consagrada, sem discernir claramente sua vocação específica nem possuir meios para trilhar esta sublime via. Pode-se dizer que toda a sua juventude foi uma incessante busca pelos desígnios divinos a seu respeito.

Sem se sentir chamado a ser um dos filhos de São Norberto, junto aos quais trabalhou com dedicação e aprendeu as primeiras letras, partiu o jovem de 24 anos para um local retirado em Mühlfrauen e viveu aí como eremita por um ano.

Num paradoxal trajeto forçado pelas circunstâncias e permitido por Deus, teve de abandonar sua ermida e voltar aos trabalhos de panificação, para depois retomar a vida de absoluto recolhimento e oração, quando retornava de uma peregrinação a Roma. Encantou-se nesta circunstância com os ermitões de Tívoli, aos quais se uniu com alegria por um fecundo período.

Escudo dos Redentoristas
com a inscrição: Copiosa apudeum redemptio (Junto d'Ele é Copiosa a Redenção)

Pode parecer surpreendente que um santo tão chamado ao apostolado e à pregação quanto São Clemente tenha passado metade da vida sem descobrir sua vocação, e longos períodos em completo silêncio e isolamento. Mas Deus nada faz de muito grande repentinamente, nem confia Seus superiores desígnios a homens pouco experimentados nas vias espirituais. Nos períodos de trabalho como padeiro ou de recolhimento e solidão, germinava na alma do humilde camponês a semente de uma transformadora santidade, a qual só cresce à sombra da piedade e só frutifica na proporção da solidez de suas raízes.

A força de um novo carisma

Seu desejo de se tornar sacerdote intensificou-se na vida eremítica. Convencido interiormente de que chegara o momento, São Clemente partiu rumo a Viena, onde tinha esperanças de começar os estudos eclesiásticos. Ali, três nobres damas se compadeceram dele e pagaram suas despesas, o que lhes mereceu para sempre a gratidão do santo e as copiosas bênçãos de Deus.

Após um período em Viena, São Clemente partiu outra vez para a Cidade Eterna, desejando completar sua formação teológica. Grande foi sua consolação quando lá conheceu, com um companheiro de viagem, Tadeu, os sacerdotes da Congregação do Santíssimo Redentor, a instituição fundada havia pouco por Santo Afonso de Ligório. Já no primeiro contato, sentiu que estavam encerrados os anos de incessante procura: Deus o chamava para ser redentorista, e não deixava lugar para dúvidas.

Era o ano de 1784, e o venerando fundador, próximo já dos noventa anos, passava os dias sofrendo e rezando por seus filhos. Quando soube do ingresso desses dois virtuosos jovens germânicos no noviciado, Santo Afonso consolou-se sobremaneira e fez esta impressionante profecia: "Não duvideis, a Congregação há de durar até o dia do Juízo, porque não é obra minha, mas de Deus. Enquanto eu viver, ela continuará na obscuridade e nas humilhações; depois da minha morte, porém, ela estenderá suas asas, sobretudo nos países do Norte. Estes padres farão muito pela glória de Deus"2. Não se enganava o eminente Doutor da Igreja, pois a grandiosa expansão dos padres redentoristas pelo mundo deveu-se em larga medida ao impulso inicial dado por aquele novo filho, um dos consolos de sua ancianidade.

Ergue-se a chama do fervor

Os abençoados dias de noviciado foram de imenso valor para São Clemente, que teve a alma modelada segundo o espírito do fundador e o carisma da ordem. Sua profissão religiosa não tardou muito, e a ansiada ordenação sacerdotal se deu no dia 29 de março de 1785, quando contava 34 anos de idade. Logo ele se transformou, à imagem de Jesus, no bom pastor que dá a vida por suas ovelhas.

Os superiores enviaram-no para além dos Alpes, incumbindo-o de atividades missionárias junto aos pobres. Seu trabalho apostólico iniciou-se em Varsóvia, onde lhe foi confiada a Igreja de São Beno, nessa época completamente abandonada. O triste estado material do templo bem representava o desamparo espiritual das almas que na cidade viviam, afundadas na indiferença e tibieza, sem instrução religiosa nem vida sacramental.

São Clemente tinha consciência do perigo que corria aquele rebanho, e lançou-se com ardor na obra de evangelização. Começou com os meninos abandonados, para os quais fundou uma escola nas próprias dependências de São Beno. Compadecia-se da ignorância geral sobre as verdades da Fé, tanto entre o povo humilde como entre as pessoas ilustres; para solucionar esse problema, pregava constantemente. Aos poucos, o singular sacerdote ia vencendo a inércia espiritual. Crianças, jovens, operários, damas e cavalheiros, todos sem exceção, lotavam a igreja para ouvir suas palavras cheias de unção, capazes não apenas de convencer, mas também de mover os corações para as vias da santidade.

Necessidades supremas, remédios extraordinários

Durante os vinte anos de sua permanência na Polônia, as atividades realizadas na comunidade de São Beno foram o foco de uma imensa transformação, duradoura e eficaz. Para a obtenção desse êxito, o principal recurso do santo, o mesmo que usou depois em Viena, foi simples e digno de nota: tratou ele de revestir de beleza e magnificência todas as cerimônias litúrgicas, estimulando nas almas o senso do sagrado. "As solenidades públicas atraem por seu esplendor e aos poucos cativam o povo, o qual ouve mais com os olhos do que com os ouvidos" 3,costumava dizer.


Com efeito, São Clemente revestia de preciosos ornatos o recinto sagrado, particularmente nos dias festivos. Os paramentos, os cânticos, o cerimonial impecável, tudo concorria para que se revelasse aos olhos dos assistentes a pulcritude da Santa Igreja, a Esposa Mística de Cristo "toda gloriosa, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e irrepreensível" (Ef 5, 27).

Acompanhemos a sua própria narrativa do que então se realizava num único dia na igreja dos redentoristas:

"Aos domingos e dias santos, às cinco horas da manhã há instrução para os operários e empregados, que não podem ouvir, em outra hora, a palavra divina, havendo em seguida uma Missa para eles [...]. Todos os dias há uma Missa às seis horas com exposição do Santíssimo, durante a qual o povo canta, havendo em seguida uma instrução ao povo em polonês. Durante a instrução celebram-se Missas para aqueles que não compreendem alemão nem polonês. Às oito horas, Missa cantada a cantochão com uma pregação em polonês, e logo em seguida uma outra em alemão. Terminada essa instrução os meninos da escola vão à igreja, onde começa a Missa solene com a grande orquestra: assim encerra-se o culto da manhã.

Depois do meio-dia: aos domingos e dias santos há catecismo para as crianças às duas horas; às três horas as irmandades cantam o Ofício Parvo de Nossa Senhora; às quatro horas há pregação para os alemães, seguida de Vésperas Solenes. Terminadas estas, uma pregação em polonês e enfim a visita ao Santíssimo Sacramento e a Nossa Senhora segundo o método do venerável Servo de Deus, Afonso de Ligório. Nos dias úteis os exercícios da tarde começam só depois da aula. Todos os dias às cinco horas da tarde há pregação em alemão, visita ao Santíssimo e em seguida outra pregação em polonês, via sacra e cânticos sacros em louvor de Jesus Sacramentado e da Santíssima Virgem; rematando tudo, se faz com o povo o exame de consciência, rezam-se os atos cristãos, procede-se à leitura da vida do Santo cuja festa a Igreja celebra no dia seguinte, e por fim a Ladainha de Nossa Senhora, findo o que fecha-se a igreja"4.

Essa impressionante atividade apostólica, que alguns qualificavam de exagerada, não era suficiente para atender todos os fiéis, pois muitos tinham que se contentar com a assistência do lado de fora. Tampouco esgotava o desejo que São Clemente sentia de fazer o bem, e representa apenas uma parcela de seu apostolado. Dedicava-se ademais à formação dos noviços, à fundação de novas casas da Congregação, às obras de caridade, à imprensa católica... Não é fácil, senão impossível, enumerar todos os benefícios que brotaram de seu insaciável coração.

O apóstolo de Viena

Eram dias difíceis para a liberdade religiosa aqueles do final do século XVIII. As novas instituições não eram vistas com bons olhos, o que levou o rei Frederico Augusto da Saxônia a assinar um decreto de expulsão dos redentoristas de Varsóvia. Apesar do grande sofrimento, mas com cristã resignação, São Clemente partiu da Polônia com os seus. Ele soube ver aí um sinal da Providência: "Deus é o Senhor que dirige tudo para a Sua glória e o nosso bem; quem se levanta contra nós, leva-nos para onde Deus quer"5.

Quando São Clemente Maria morreu,
uma multidão acorreu para lhe prestar
uma última homenagem

Detalhe do antigo túmulo na Igreja
de Maria am Gestade, Viena

Foi deste modo que a comunidade se dispersou e ele chegou a Viena em 1808. Restavam-lhe os últimos 12 anos de vida, nos quais transformaria a cidade imperial. A princípio trabalhou na igreja dos italianos, até que foi como capelão para o convento das ursulinas. Lá, iniciou a pregação e o apostolado que atraía milhares de pessoas, especialmente jovens e intelectuais. Os versados em ciência viam nele uma luz superior a seus próprios conhecimentos, e se deixavam instruir pelo sacerdote que os conduzia para a Fé. Não passava uma única semana sem que ele levasse a cabo alguma grande conversão.

Eis uma amostra da impressão causada por suas pregações: "Ele prega como alguém que tem poder. O poder da sua vocação vem da força da sua Fé, que se acha como que encarnada nele e se expressa em cada feição do seu rosto e em cada um dos seus movimentos6". Disse outra testemunha: "Nunca vi alguém que soubesse tornar o cristianismo tão amável, como ele. Durante suas pregações penso muitas vezes que deve ter sido assim que pregaram os apóstolos7".

Triunfal glorificação

Não havia entre os católicos quem não conhecesse e estimasse o padre Clemente: as crianças, que o seguiam por todas as partes; os necessitados e doentes, que o tinham sempre à cabeceira como insuperável consolo; os jovens, que enchiam sua casa para serem formados nos mais nobres princípios cristãos; e os grandes aos olhos do mundo, os quais perto de São Clemente tornavam-se como crianças junto a seu pai.

Quando ele morreu, em 15 de março de 1820, uma enorme multidão veio prestar sua última homenagem ao pastor insuperável que o Senhor e Sua Mãe lhes enviaram. Era o início da glorificação do Servo de Deus, cuja memória haveria de figurar não só entre os homens, mas, sobretudo, no Coração de Deus. O irmão que salva seu irmão salva sua própria alma, e brilhará no Céu como um Sol por toda a eternidade.

São Clemente Maria Hofbauer
Intrépido defensor da Igreja

Considerado o segundo fundador dos redentoristas, perseguido pelo mau clero, destacou-se por seu amor ardente à Igreja e ao Papado e pela argúcia em detectar erros contra a fé

O futuro apóstolo de Viena nasceu em Tasswitz, na Morávia, então pertencente ao Império Austríaco, no dia 26 de dezembro de 1751. Seus pais, Pedro Paulo e Maria Steer, eram camponeses, cujas riquezas eram a fé em Deus e uma grande família. João, que depois mudou seu nome para Clemente Maria, era o quinto dos doze filhos do casal.

Quando contava seis anos, perdeu seu pai. Sua mãe levou-o diante de um Crucifixo e lhe disse:“De agora em diante, este será teu único pai; procura seguir seus passos e levar uma vida conforme à sua vontade santíssima”.

Ele tinha recebido de Deus um coração extraordinariamente propenso para o bem, reto e sincero. Votava um amor entranhado ao Sacramento da Eucaristia e à Santíssima Virgem, sendo o rosário sua oração predileta. Completou o curso primário na escola local, enquanto ajudava a mãe no campo. Embora sentisse verdadeira vocação para o sacerdócio, a pobreza da mãe não permitiu que continuasse os estudos.

As inúmeras voltas do “rio chinês”

A vida para João, até ordenar-se sacerdote, foi como os rios chineses, que normalmente só chegam ao mar depois de darem muitas voltas. Aos catorze anos tornou-se aprendiz de padeiro. Depois disso, sempre à espera de uma oportunidade para estudar, foi encarregado do refeitório dos padres premonstratenses de Bruck, onde conseguiu fazer o ginásio. Tornou-se eremita perto de Mulfrauen, voltando depois à profissão de padeiro, para retornar à vida eremítica, desta vez em Tivoli, na Itália. De volta à Áustria aos 32 anos de idade, quando parecia que nunca mais realizaria seu sonho, benfeitoras pagaram-lhe o estudo na Universidade de Viena. Mas, devido às leis anticatólicas do “déspota esclarecido” Imperador José II, não podendo ordenar-se na Áustria, voltou para a Itália, ingressando na recém-fundada Congregação do Santíssimo Redentor, ou dos redentoristas, onde por fim recebeu em 1786 a ordenação sacerdotal.

Apostolado na Polônia e luta contra a corrupção

São Clemente, que deveria introduzir a Ordem Redentorista nos países de língua alemã, não podia entretanto exercer seu apostolado na Áustria. O imperador José II, instigado por alguns ministros, baixara vários decretos em detrimento da verdadeira Religião, suprimindo conventos, perseguindo religiosos e impedindo o exercício livre do culto divino. Por isso, atendendo a um pedido do Núncio Apostólico em Varsóvia, São Clemente foi para a Polônia.

O estado social e religioso desse país, afligido por contínuas guerras, era desastroso. A fé estava abalada, os costumes dissolutos, a pobreza reinava. O santo escreveu nessa ocasião: “Escândalos e vícios atingiram seu auge, e é difícil encontrar o caminho mais seguro e o modo mais eficaz de melhorar a situação. Desde o clero até o mais miserável mendigo, tudo encontra-se corrompido. Temo muito que Deus descarregue algum golpe terrível sobre esta nação, que assim despreza suas graças e favores; roguemos para que meus temores não se cumpram”. Mas eles se cumpriram à risca: em 1795 a Rússia, a Áustria e a Prússia repartiram entre si a desventurada Polônia. Em meio ao caos reinante, a Religião quase desapareceu.

São Clemente recebeu o encargo de cuidar da igreja de São Beno, dos alemães, e iniciou seu apostolado. A pobreza em que vivia a população era tão grande que, às vezes, faltava o necessário para a própria subsistência. Nessas horas dirigia-se ele à igreja e batia na porta do sacrário, dizendo: “Senhor, agora é tempo de nos socorrer”. E geralmente, depois desse ato de confiança, vinha o auxílio desejado.

Grande conhecedor da psicologia humana, São Clemente, para atrair os fiéis, empenhou-se sobretudo em exercer as funções litúrgicas com muita pompa. Apesar da dificuldade financeira, mandou fazer paramentos belos e ricos, recorrendo muito freqüentemente à exposição solene do Santíssimo Sacramento, às procissões, novenas e tríduos, para atrair o povo. Dizia ele: “As solenidades públicas atraem por seu esplendor e aos poucos cativam o povo, que ouve mais com os olhos do que com os ouvidos”. Ressuscitou também, ou criou, associações tradicionais de piedade, tanto para homens quanto para mulheres e crianças. Fundou uma espécie de Ordem Terceira dos redentoristas, os “oblatos”, entre os quais figuravam sacerdotes e pessoas de ambos os sexos e de todas as classes sociais.

Apostolado em meio a grandes perseguições

Em pouco tempo, as funções religiosas passaram a ser tão concorridas que, aos domingos, não cabendo na igreja, os fiéis postavam-se no cemitério e ao longo das ruas para, ao menos de longe, assistirem à Missa.

Mas não se detinha nisso o zelo do apóstolo: fundou também escolas para crianças, colocando-as em mãos de hábeis e virtuosos mestres formados sob sua vigilância. Promoveu a boa imprensa, difundindo principalmente as obras de Santo Afonso de Ligório, para o que utilizava os congregados marianos. Em seus fogosos sermões, combatia o jansenismo, o protestantismo e os franco-maçons.

Seu exemplo começou a ser imitado em outras igrejas de Varsóvia, de modo que se pôde afirmar mais tarde que a cidade transformara-se completamente por seu influxo. As pessoas que freqüentavam a igreja de São Beno pareciam viver num convento: faziam todos os dias o exame de consciência e a meditação; por ocasião da quaresma e advento, recolhiam-se à solidão para o retiro espiritual.

Mas os maus – tanto nas fileiras do clero como na sociedade civil – não suportam que o bem se expanda. Uma campanha orquestrada de detração dos redentoristas atingiu seu auge em 1800. Sobre isso escreveu São Clemente: “Os jacobinos espalham contra nós toda sorte de invencionices. Somos escarnecidos nos teatros públicos, o próprio clero está contra nós, exceto o Bispo e alguns cônegos. Somos publicamente ameaçados com a forca. [...] Uns prostravam-se diante de mim para me beijar os pés, outros me cobriam de lama; aqueles exageravam na honra, e estes no desprezo”. [...] Sofri na Polônia coisas que só serão manifestadas no dia do Juízo Final”.

Apóstolo de Viena e promotor do culto divino

A campanha de difamação foi bem sucedida e redundou na expulsão dos redentoristas. Tentando encontrar lugar seguro para fundar o ramo alemão de sua ordem, São Clemente peregrinou de cidade em cidade até chegar a Viena, como última tentativa. Aí foi-lhe imposto o mais rigoroso silêncio, tanto no púlpito quanto no confessionário. Só uma coisa podia fazer, e isso realizou com fervor: rezar!

Nessa época, o ímpio Napoleão, em sua marcha sempre vitoriosa, conquistou a própria capital do império austríaco. Mas ali não se demorou, pois o arquiduque Carlos surgiu em socorro de Viena. São Clemente sabia que daquela batalha dependia a sorte de sua pátria. Correu para junto do tabernáculo e, com os braços em cruz, rezou fervorosamente pela vitória do arquiduque. E sua oração foi ouvida: no último ataque de Napoleão, o desespero apoderou-se da sua tropa. O arquiduque Carlos saltou então do cavalo à frente de seus soldados, empunhou a bandeira austríaca, animando com seu exemplo e valor os seus, que o seguiram entusiasmados. Em pouco tempo o campo de batalha encontrava-se em poder dos austríacos. Foi esta a primeira derrota de Napoleão...

Ora, com as batalhas, os feridos chegavam em massa para a cidade, alastrando-se a febre tifóide. O Arcebispo de Viena convocou o clero para o cuidado espiritual e material dos enfermos, tendo pedido a São Clemente que atendesse principalmente os soldados franceses e italianos.

Quando voltou a normalidade, foi ele nomeado coadjutor da igreja dos italianos, onde pôde exercer plenamente suas funções religiosas. E um número crescente de vienenses começou a agrupar-se em torno de seu confessionário e púlpito.

São Clemente pregava esporadicamente em outras igrejas de Viena, e seu nome começou a ser pronunciado também nas altas rodas da cidade com admiração e amor. Isso tornou-se ainda mais saliente em 1813, quando passou a ser diretor espiritual das Irmãs Ursulinas, de Viena, tendo ficado a seu cargo a igreja de Santa Úrsula.

Como em Varsóvia, ele cercou de esplendor o culto divino: muitas velas, flores, incenso, cânticos e tudo que podia contribuir para o esplendor das funções. Não conhecia economia, quando se tratava de honrar a Deus Nosso Senhor, a Virgem ou os santos. Convidava outros sacerdotes para aumentar o brilho das cerimônias de Santa Úrsula, de sorte que o templo tornou-se pequeno para conter a multidão cada vez maior. Havia muitos anos não se viam mais cerimônias como aquelas.

E assim, sem se importar com as proibições do josefinismo — mesmo porque o próprio irmão do Imperador freqüentava a igreja e participava das cerimônias — o exemplo de Santa Úrsula contagiou outras igrejas da cidade, que passaram a emular-se em esplendor no culto divino. Era o apostolado do belo, que ele fazia de modo exímio.

Influência crescente no Congresso de Viena

 

Capela de São Clemente na igreja dos redentoristas de Viena

Os sermões de São Clemente eram simples. Lia o Evangelho e, entre uma sentença e outra, ia explicando um dogma da fé ou um mandamento. Confrontava então com os princípios do Evangelho os costumes em voga e as idéias do tempo, exortando sempre, com palavras quentes e insinuantes, a que todos se convertessem e praticassem a virtude. Ele não era orador; entretanto empolgava como nenhum outro pregador em Viena, pois a santidade autêntica atrai.

Nesta ocasião, deu-se a convocação do Congresso de Viena para reparar as calamidades provocadas pelas guerras napoleônicas e traçar o futuro da Europa. São Clemente esperava muito desse congresso, porque do seu resultado dependeria a prosperidade da Religião no Velho Continente. Exercia muita influência sobre alguns de seus participantes. Diariamente confabulava com eles, que lhe apresentavam as propostas que iriam fazer naquela assembléia. Até o príncipe da Baviera pedia-lhe conselhos; certa noite, ficou conferenciando com ele das 20h às 2h da madrugada.

Enquanto isso, outros discípulos de São Clemente preparavam a opinião pública por meio de artigos nos principais diários de Viena, expondo com clareza o que dele ouviam.
Ao mesmo tempo, um de seus discípulos recebeu a incumbência de pregar nas igrejas de Viena durante a época do congresso, sobre os pontos religiosos em discussão, orientando o povo e preparando os ânimos. “Se São Clemente não conseguiu tudo o que desejava do Congresso, teve a glória de salvar a Áustria do cisma que a ameaçava, e de destruir por completo os planos de separação excogitados e defendidos pelo poderoso Wessenberg. Essa vitória foi uma das mais gloriosas que São Clemente alcançou em vida”, afirmou um autor.


Devotíssimo da Santíssima Virgem

Uma palavra sobre a devoção a Nossa Senhora, que para São Clemente unia-se à do Santíssimo Sacramento. Em uma época em que até teólogos pré-progressistas julgavam dever impugnar o culto “excessivo” a Maria Santíssima, São Clemente tornou-se conhecido como o “padre que benze terços”. 

Com efeito, ele chamava o rosário sua “biblioteca”, afirmando que, por essa devoção, conseguia tudo que pedia a Deus. 

Impôs mesmo aos oblatos o dever de defender sempre o rosário, mormente quando escarnecido pelos hereges ou assemelhados.

São Clemente faleceu no dia 15 de março de 1820, no momento em que os sinos tocavam o Angelus. Foi beatificado por Leão XIII e canonizado por São Pio X, em 20 de maio de 1909.

DEFESA ÀS APARIÇÕES DE JACAREÍ

DEFESA ÀS APARIÇÕES DE JACAREÍ

(FEITA POR UM PEREGRINO, AO CONTEMPLAR UM VÍDEO FALANDO MAL DAS MESMAS CITADAS ACIMA, E SOBRE A CARTINHA DO BISPO DA ÉPOCA, ALEGANDO QUE AS APARIÇÕES NÃO ERAM VERDADEIRAS)

NÃO SEI QUEM FEZ MAS PRA MIM ESSA PESSOA MERECIA UMA MEDALHA DE HONRA DE NOSSA SENHORA POR ESTA BELA DEFESA

"Quando você diz que devemos dar ouvidos ao que os padres dizem a respeito das aparições de Jacareí, corre em um ledo engano, pois, a “opinião pessoal” deles é que não pode ser elevado ao nível de “dogma de fé”. As cartas de Dom Nelson são muito citadas pelos que latem que estas Sagradas Aparições são falsas. Portanto, mister se faz alguns esclarecimentos. Há duas cartas oficiais onde este indigitado bispo trata da matéria “aparições”. Uma primeira, publicada em 1996, enquanto o mesmo ainda era bispo de São José dos Campos (diocese a qual pertence Jacareí). Nesta, não há menção alguma ao nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, muito menos, excomunhão, há somente algumas orientações pastorais. A segunda, publicada em 2007 e republicada em 2011, realmente traz explicitamente o nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, porém, nesta, a palavra “excomunhão” é sequer mencionada.

Ainda há um probleminha com esta segunda carta. O dito bispo (certamente pela providência de Nossa Senhora) foi transferido para a diocese de Santo André/SP em 2003, e, observem, a segunda carta publicada por ele ocorreu no ano de 2007, quando já havia deixado de ter jurisdição eclesiástica sobre a cidade de Jacareí. Portanto, o mesmo, ao editar esta carta, violou a jurisdição eclesiástica conferida a ele pela Igreja, e, ainda, violentou gravemente a autoridade de Dom Moacir, então, bispo da Diocese de São José dos Campos, que, se quisesse, poderia ter criado o maior caso com isso, pois Dom Nelson desrespeitou frontalmente e atropelou sua autoridade eclesiástica, uma verdadeira afronta. Então eu lhes pergunto, vocês ainda vão dar credibilidade a um documento irregular e eivado de vícios como esse?

Vale lembrar, que não é obrigatório seguir estas cartas circulares dos bispos. Não há heresia nem cisma nisso. Um católico somente pode ser acusado de cismático ou herege se atentar contra os Dogmas de Fé. Que eu saiba, carta circular de bispo não é Dogma de Fé. Como a primeira carta de Dom Nelson não condena as Aparições de Jacareí, e a segunda está irregular, pode-se dizer que não pesa condenação oficial e regular da Igreja sobre estas Santas Aparições. Além do mais, até o presente momento, Dom José Valmor, que atualmente tem jurisdição eclesiástica sobre Jacareí, não fez pronunciamento oficial sobre as mesmas. Documento oficial onde o Profeta Marcos foi excomungado, também é inexistente, portanto, qualquer informação que diga o contrário é fruto de pura “fofoca”.

Ressalto que em Jacareí, realmente, não damos tanta importância aos documentos do Vaticano. O que nós realmente valorizamos é a doutrina que nos foi transmitida pelos santos, como Santo Afonso, São Luiz, Santa Teresa, São João da Cruz, etc... Outro adendo que gostaria de acrescentar, diz respeito ao fato da obrigatoriedade ou não das Sagradas Mensagens Celestiais. A orientação predominante entre os teólogos católicos, de que não é obrigatório seguir as Aparições de Nossa Senhora, se funda em meras opiniões pessoais de alguns clérigos a respeito do assunto. Esta orientação não tem o caráter da infalibilidade papal e muito menos é um Dogma de Fé. Realmente, o catecismo atual traz algo nesse sentido, mas vale lembrar que o mesmo não recebeu o caráter da infalibilidade pelo Concílio Vaticano II. Bem ao contrário do Santo Catecismo do Concílio de Trento. Este sim, recebeu o caráter de infalível. Ocorre que nossa amada Igreja há muito se transviou de uma tradição bíblica milenar, através da qual o “Deus dos Exércitos” sempre manifestou sua vontade ao povo de Israel por meio de suas aparições aos profetas (mesmo fenômeno que ocorre com o, também, profeta Marcos Tadeu, pois os fenômenos miraculosos e de aparições que ocorrem naquele Santuário, são da mesma espécie dos verificados na Sagrada Bíblia).

Ora, nos tempos bíblicos não era através dos fariseus, saduceus, príncipes e doutores da lei (a Igreja oficial da época) que Deus dava as suas diretrizes ao povo eleito, mas sim, através dos profetas, em outras palavras, dos videntes. Nos primórdios do cristianismo, também ocorria assim, pois, a própria origem da nossa amada Igreja se funda nas “aparições” de Jesus aos apóstolos e discípulos. Então, por que esta tradição bíblica foi quebra? Será que é porque as aparições aos profetas cessaram? Errado, pois nos últimos 100 anos ocorreram mais de 1000 aparições de Nossa Senhora, dos santos e anjos, e até de Deus.
A pergunta correta é, por que o clero tenta abafar isso, pois grande parte, senão todas, destas aparições também foram acompanhadas de sinais miraculosos, como, curas inexplicáveis pela ciência, sinais na natureza, etc... Se Deus usava deste expediente nos tempos bíblicos, certamente deveria continuar a usá-lo nos tempos do catolicismo, pois uma grande verdade que a Teologia professa é que Deus é imutável. Não citarei as passagens bíblicas onde Deus manifesta sua vontade através dos videntes/profetas, pois se assim fizesse, teria que citar a Bíblia inteira, pois a própria formação e ensinamentos nela transmitidos se dão por este meio. Gostaria apenas de citar um pequeno exemplo de qual atitude deveremos tomar frente às Aparições de Jacareí, tomando por base a Bíblia. Saulo, quando se dirigia à cidade de Damasco e Jesus lhe “aparece” exclama: “Senhor, que queres que eu faça?” (At 9, 6). Naquela ocasião, Jesus disse a ele para procurar os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! O ordenou que entrasse na cidade de Damasco e ali lhe seria dito o que deveria fazer. Beleza. E quem Deus enviou para Saulo? Os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! Mas Ananias, um vidente. Como eu sei que Ananias era um vidente? As Sagradas Escrituras nos contam que foi uma aparição de Jesus que disse para ele ir procurar Saulo. É só conferir At 9, 10-16ss.

Outro exemplo foi Judas Iscariotes; este preferiu errar com a Igreja oficial da época (lembra né, fariseus e saduceus) que acertar sem ela. Bom... Errou mesmo! E segundo alguns santos místicos, como Maria de Ágreda, sua alma se encontra no inferno. Assim, a posição teológica defendida pela maioria dos teólogos atuais, de que as aparições não são obrigatórias, falando em termos de estudo teológico da atualidade, é perfeitamente passível de questionamento, e, inclusive, daria uma boa tese de doutoramento. É um posicionamento que pode ser mudado. Não é Dogma de Fé. Gostaria de finalizar este ponto dizendo o seguinte. Jesus tolerou para sempre aquela Igreja oficial da época (o judaísmo) que rejeitou o projeto que suas aparições aos Apóstolos (que também eram videntes) propunha? Claro que não!!! Por causa disso, Deus se retirou do meio daquela Igreja e passou a habitar no meio dos seus videntes, os apóstolos e discípulos, e, assim, surgiu a nossa amada Igreja Católica (Mt 21, 39-45).

Não é objetivo do Profeta Marcos Tadeu, nem de sua Ordem e muito menos de nós, a Milícia da Paz (formada por todos os fiéis seguidores daquele Santuário) provocar um cisma na Igreja. Nós apenas denunciamos os erros (prerrogativa esta, conferida aos leigos pelo próprio Concílio Vaticano II), lutamos para que a devoção a Nossa Senhora, aos santos e anjos seja colocada em seu devido lugar, e que as suas mensagens, e as dos demais santos, e até as de Deus, seja acolhida como nos tempos Bíblicos, pois acreditamos que se isto não for feito, irá se abater gigantescos cataclismos sobre a Terra, de uma tal magnitude que nunca houve, nem jamais haverá. Acreditamos que esta “palavra de Deus” transmitida nas aparições é o caminho e a única forma de salvar o mundo, e qualquer obra, ou pessoa, que ensine ou faça diferente do que elas dizem, é desprezada por nós. O motivo para isto é muito simples. Desde tempos remotos, as Aparições de Nossa Senhora (inclusive as não aprovadas pela Igreja) vêm dizendo o que aconteceria ao mundo se esta “palavra de Deus” não fosse obedecida. Resultado, tudo o que elas disseram, em um passado remoto, está se cumprindo na atualidade. Então, não há outra conclusão a se fazer, a não ser admitir que elas eram verdadeiras, e que o clero errou. Aliás, o histórico de erro do clero é algo realmente interessante. Basta citar a condenação que pesou durante 20 anos sobre as Santas Aparições de Jesus Misericordioso à Santa Faustina, e não foi por um “bispozinho” qualquer. Foi pelo próprio papa da época. Se não fosse a atuação do então Cardeal Karol Józef Wojtyła, futuro Papa João Paulo II, estas aparições estariam condenadas até os tempos atuais, e, certamente, você seria um grande opositor delas, não é? Infelizmente, como atualmente o número de Cardeais, e clérigos em geral, com este nível de espiritualidade é praticamente nulo... tadinha das aparições... snif. Praticamente nenhum deles entende de Teologia Mística, o estudo apropriado para se avaliar as aparições e estudá-las.

Além do mais, as aparições de La Salette, Lourdes e Fátima, para quem conhece mais a fundo sua história, verá que elas na verdade não foram aceitas pelo clero. Muito pelo contrário, este as combateu com todas as suas forças. Na realidade, o que ocorreu, é que os fiéis praticamente as fizeram descer goela abaixo na garganta do clero, de tal modo, que eles não tiveram outra opção a não ser aprová-las. E, mesmo nestas que foram aprovadas, o estrago que o clero fez é algo incomensurável. Não as divulgou como deveria; se o corpo incorrupto de Santa Bernadete estivesse no Santuário de Lourdes iria converter milhões de fiéis, no entanto está praticamente escondido no convento de Nevers; o corpo incorrupto de Santa Jacinta foi escondido dos fiéis; a esmagadora maioria dos vaticanistas da Itália é de acordo que, até hoje, o terceiro segredo de Fátima não foi revelado em sua integralidade; a consagração da Rússia não foi feita como Nossa Senhora pediu até os dias atuais, etc... E isso, só para citar os danos que me vem à mente neste momento.

No Santuário das Aparições de Jacareí, o Profeta Marcos está resgatando tudo aquilo que a Igreja e a sociedade tanto se esforçaram para extinguir, os escapulários, medalhas, mensagens, enfim, a salvação do mundo que Nossa Senhora nos revelou e ofereceu com tanto amor ao longo de suas aparições na história. Sem dúvida, lá está se cumprido a passagem da Escritura na qual se diz: “Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas...” Mt 13,52 É uma nova aparição que resgata todas, até as mais antigas. Portanto, se ainda quiserem seguir a doutrina da cabeça deste cara de que não precisamos de aparições, o problema é de vocês. Aliás, se formos pensar bem, porquê Deus, Nossa Senhora os anjos e os santos apareceriam, né? Afinal de contas, nosso mundo está uma verdadeira maravilha, não é? Não temos problemas de droga, prostituição, corrupção, degradação moral, depressão, decadência da Igreja, violência, roubos, assassinatos, guerras, miséria..., todos os sacerdotes são verdadeiros Serafins de santidade, enfim, o Vaticano está dando conta do recado... Só não está apresentando um desempenho melhor devido a um “pequeno” probleminha de tráfico de influência entre os altos clérigos, desvio de verbas do banco do Vaticano, looby gay entre os padres, pedofilia generalizada, um papa progressista e comunista..., mas, afinal de contas, são probleminhas fáceis de serem solucionados, né? É... Em um mundo maravilhoso e em ótimo funcionamento como esse, realmente não entendo o motivo de tantas aparições..."