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22 de jan de 2014

22 DE JANEIRO - DIA DOS SANTOS SÃO VICENTE MÁRTIR, SÃO VICENTE PALLOTTI E A DA BEATA LAURA VICUÑA

22 de janeiro - Dia da Bem-Aventurada Laura Vicuña

FILME: LAURA VICUNA (BEM AVENTURADA)

FILME - VIDA DE SÃO JOÃO BOSCO - DOM BOSCO - SÃO DOMINGOS SÁVIO E MAMA MARGARITA A MÃE DE DOM BOSCO
SEDE SANTOS 7


Laura Vicuña
Bem-aventurada
1891-1904

Laura Carmem Vicuña nasceu em Santiago do Chile em 05 de abril de 1891. Laura é a primeira filha do casamento de José Domingo Vicuña e Mercedes Pino. 


José Domingo, o pai de Laura, é militar. Mercedes é simples, boa trabalhadora, delicada. Em 1894, logo após o nascimento da segunda filha, Julia Amanda, seu marido morre deixando as três com a situação financeira muito difícil. 


Mercedes tinha que trabalhar para sustentar as filhas pequenas, mas não conseguia o suficiente para sobreviverem. Decide imigrar para a Argentina, mas lá a situação fica ainda pior. Tanta incerteza e dificuldade a abatem por completo. Então aceita o apoio seguro de um rico fazendeiro de Quilquihué, para garantir a proteção de suas filhas. 


Em Quilquihué, Laura e Júlia começam a desfrutar do bem-estar daquela da região andina. Naqueles anos, as freiras Filhas de Maria Auxiliadora tinham aberto um Colégio na cidade vizinha. Mercedes com a ajuda do companheiro matricula as suas duas filhas no Colégio em regime de internato. 
Laura Vicuña com irmã de FMA Cartao


No colégio Laura observa, escuta, reflete e descobre pouco a pouco, o segredo da serenidade e da paz que irradiam da vida das freiras. Descobre o que é o Amor de Deus e que Deus está presente em todos os homens. Pensa que ela própria poderia se tornar uma daquelas freiras Filha de Maria Auxiliadora. 




Porém, recebe um golpe muito duro. Naquela região, era muito freqüente que as garotas se casassem muito jovens. Por isso as freiras falavam com muita clareza sobre o Sacramento do Matrimônio às suas alunas. 

Laura escuta e imediatamente compreende que sua mãe vive com o companheiro sem ser casada e que só se submeteu em troca do bem-estar de suas filhas. Laura não condena a sua mãe, porém lutará para devolver-lhe a liberdade, para fazê-la conhecer o verdadeiro amor, para afastá-la do companheiro e reconciliá-la com Deus. 

No Internato, comunica a seu confessor sua decisão: 




"Ofereço a Deus a minha vida pela salvação de minha mãe".



Laura ingressa no convento das freiras Filhas de Maria Auxiliadora se entrega à Deus e as penitências por sua mãe, mas adoece gravemente e morre com 13 anos de idade, em 22 de janeiro de 1904. 



Antes de morrer, ela revela à mãe o seu segredo, obtendo dela a promessa de mudar de vida e de começar uma vida nova. 


O Papa João Paulo II beatificou Laura Vicuña, em 3 de setembro de 1988, e suas relíquias estão na capela do convento das Filhas de Maria Auxiliadora em Bahia Blanca, Argentina.

SÃO DOMINGOS SÁVIO, SÃO JOÃO BOSCO E LAURA VICUÑA

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22 de janeiro - Dia de São Vicente Pallotti


Santo Vicente Pollotti
1795-1850

Fundou a Congregação
dos Padres Palotinos
e das Irmãs Palotinas


Vicente Pallotti nasceu em Roma , dia 21 de abril de 1795, numa família de classe média. Com sua mãe aprendeu a amar os irmãos mais pobres, crescendo generoso e bondoso. Enquanto nos estudos mostrava grande esforço e dedicação, nas orações mostrava devoção extremada ao Espírito Santo. Passava as férias no campo, na casa do tio, onde distribuía aos empregados os doces que recebia, gesto que o pai lhe ensinara: nenhum pobre saía de sua mercearia de mãos vazias. 


Às vezes sua generosidade preocupava, pois geralmente no inverno, voltava para casa sem os sapatos e o casaco. Pallotti admirava Francisco de Assis, pensou em ser capuchinho, mas não foi possível devido sua frágil saúde. Em 1818, se consagrou sacerdote pela diocese de Roma,onde ocupou cargos importantes na hierarquia da Igreja. Muito culto obteve o doutorado em Filosofia e Teologia. 


Mas foi a sua atuação em obras sociais e religiosas que lhe trouxe a santidade. Teve uma vida de profunda espiritualidade, jamais se afastando das atividades apostólicas. É fruto do seu trabalho, a importância que o Concílio Vaticano II, cento e trinta anos após sua morte, decretou para o apostolado dos leigos, dando espaço para o trabalho deles junto às comunidades cristãs. Necessidade primeira deste novo milênio, onde a proliferação dos pobres e da miséria, infelizmente se faz cada vez mais presente. 



Vicente defendia que todo cristão leigo, através do sacramento do batismo, tem o legítimo direito assim como a obrigação de trabalhar pela pregação da fé católica, da mesma forma que os sacerdotes. 




Esta ação de apostolado que os novos tempos exigiria de todos os católicos, foi sem dúvida seu carisma de inspiração visionária . 



Fundou, em 1835, a Obra do Apostolado Católico, que envolvia e preparava os leigos para promoverem as suas associações evangelizadoras e de caridade, orientados pelos religiosos das duas Congregações criadas por ele para esta finalidade, a dos Padres Palotinos e das Irmãs Palotinas. 

Vicente Pallotti morreu em Roma, no dia 22 de janeiro 1850, aos cinqüenta e cinco anos de idade. De saúde frágil, doou naquele inverno seu casaco a um pobre, adquirindo a doença que o vitimou. 



Assim sendo não pôde ver as duas famílias religiosas serem aprovadas pelo Vaticano, que devolvia as Regras indicando sempre algum erro. 




Com certeza um engano abençoado, pois a continuidade e a persistência destas Obras trouxeram o novo ânimo que a Igreja necessitava. Em 1904, foram reconhecidas pela Santa Sé, motivando o pedido de sua canonização. 


O papa Pio XI o beatificou reconhecendo sua atuação de inspirado e "verdadeiro operário das missões". Em 1963, as suas idéias e carisma espiritual foi plenamente reconhecido pelo papa João XXIII que proclamou Vicente Pallotti, Santo.



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22 de janeiro - Dia de São Vicente Mártir

Santo Vicente + 304

Vicente era natural de Huesca e pertencia a uma das mais distintas famílias da Espanha. 
Desde menino, foi entregue por seus pais à orientação do bispo Valério, de Saragoça, recebendo uma sólida formação religiosa e humana. 

Muito jovem ingressou na vida religiosa e logo foi ordenado diácono da Igreja. Depois, devido ao seu preparo intelectual e tendo o dom da palavra, foi escolhido para assistir o bispo, ficando encarregado do ministério da pregação do Evangelho. 



Isto porque o bispo, em virtude da idade avançada, já não tinha mais forças para exercer esta tarefa. 




Vicente desempenhou este cargo com total dignidade e, graças a eloqüência dos seus sermões e obras, obteve expressivos resultados para a Igreja convertendo à fé, grande número de pagãos. 


Neste período, iniciava a terrível perseguição decretada pelos imperadores romanos Diocleciano e Maximiano, no solo espanhol. Daciano, governador da província de Saragoça e Valência, querendo mostrar a sua lealdade e obediência aos decretos imperiais, mandou prender Valério e Vicente, ordenando que fossem levados para a prisão de Valência. 

Depois de processados foram condenados à morte, mas o governador mostrando uma certa clemência para o bispo muito idoso, mandou que fosse exilado. Entretanto reservou seu requinte de crueldade para Vicente, que foi barbaramente chicoteado e esfolado, tendo os nervos e músculos esmigalhados. 



Mas ele continuava vivo entoando hinos de louvor à Deus. Os carrascos ficaram tão espantados e assustados, que desistiram da tortura, e tiraram Vicente da cela quando então ele morreu. Era o ano 304. 



Segundo a tradição, Daciano mandou que seu corpo fosse atirado num terreno pantanoso, para que os animais pudessem devorá-lo, mas acabou protegido por um corvo enorme, que não permitiu que seus restos fossem tocados. 


Por isto, transtornado o governador mandou que o jogassem ao mar, com uma grande pedra amarrada no pescoço. O corpo de Vicente não afundou. O Senhor o conduziu à praia, onde os fiéis o recolheram e sepultaram fora dos muros da cidade de Valência. Neste lugar foi construída a belíssima Basílica dedicada à ele e que guarda suas relíquias até hoje. 

São Vicente, diácono, é o mártir mais célebre da Espanha e Portugal. Um século após o seu testemunho da fé no Cristo, Santo Agostinho, doutor da Igreja, lhe dedicava todos os anos neste dia uma missa. Por este motivo a Igreja manteve a sua festa nesta data.