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12 de ago de 2014

14 DE FEVEREIRO - ANIVERSÁRIO DAS APARIÇÕES DE PELLEVOISIN - DE NOSSA SENHORA DAS ROSAS À VIDENTE ESTELE FAGUETTE



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Quarta aparição: 16 de Fevereiro de 1876

Virgem Maria:

Essas poucas boas acções e algumas orações fervorosas que me dedicaste, tocaram o meu coração de Mãe; entre outras, essa pequena carta que me escreveste em Setembro de 1875. O que mais me tocou, foi esta frase: vede a dor dos meus pais se viesse a faltar-lhes. Estão em vésperas de mendigar o pão. Recordai-vos que também sofrestes quando Jesus vosso Filho foi posto na Cruz. Mostrei esta carta a meu Filho.

Em 14 de Fevereiro, Estela ouviu dizer-lhe:

Se o meu Filho te der a vida, quero que publiques a minha glória.

Escreve nas suas memórias: "Fiquei surpreendida, quando respondi excitada: mas, como hei-de fazer? Não sou grande coisa, não sei o que poderei fazer."

Quinta aparição: 17 de Fevereiro de 1876, Maria intervém:

Não tive tempo de dizer como fazer (…) Faz todos os esforços.

Sexta aparição: em 18 de Fevereiro de 1876, acrescentou:

Se quiseres servir-me, sê simples e que as tuas acções correspondam às tuas palavras. É possível salvar-nos em todas as condições; onde estás, podes fazer muito bem e podes publicar a minha glória.

O que mais me aflige é a falta de respeito que têm pelo meu Filho na Santa Comunhão, e a atitude de oração que tomam, quando o espírito está ocupado com outras coisas. Digo isto para as pessoas que pretendem ser piedosas. Publica a minha glória, mas antes de falares, espera o conselho; terás emboscadas, hão-de tratar-te de visionária, exaltada, louca, não prestes atenção a nada disto, sê fiel, eu te ajudarei.

No fim da aparição de 18 de Fevereiro de 1876:

Estela sofria horrivelmente: o coração batia-me com tanta força que pensava que me ia sair do peito. O estômago e a barriga também me doíam muito. Era-me impossível levantar a mão direita. Depois dum momento de repouso, senti-me bem. Perguntei que horas eram: era meia-noite e meia. Sentia-me curada, excepto o braço direito.

Sétima aparição em 1 de Julho de 1876

Maria:

Calma minha filha, paciência, terás sofrimentos mas eu estou aqui.

Oitava aparição em 2 de Julho de 1876

Maria:

Não temas nada, fica calma.

Nona aparição em 3 de Julho de 1876

Maria:

Queria que ainda ficasses mais calma.

10ª aparição em 9 de Setembro de 1876

Maria:

Ficaste privada da minha visita em 15 de Agosto. Não tinhas suficiente calma. Tens mesmo o carácter do francês: quer saber tudo antes de aprender e compreender tudo antes de saber.

11ª aparição em 15 de Setembro de 1876

Maria:

Vou ter em conta os esforços que fizeste para estares calma. Não é só para ti que o peço, mas também para a Igreja e para a França. Na Igreja não há essa calma que eu desejo.

12ª aparição em 19 de Setembro de 1876

Estela: "Tinha visto sempre aquela pequena coisa sem saber o que era, porque até aí tinha-a visto totalmente branca. Ao levantá-la, vi um coração vermelho que sobressaía muito bem. Pensei imediatamente que era um escapulário do Sagrado Coração."

Maria disse, agarrando-o:

Gosto desta devoção.

13ª aparição em 1 de Dezembro de 1876

Maria trazia mais uma vez o escapulário.

14ª aparição em 8 de Dezembro de 1876

Maria:

Tu mesma vais ter com o Prelado e vais mostrar-lhe o modelo que fizeste. Diz-lhe que te ajude com todo o seu poder e que nada me será mais agradável que ver esta libré em cada um dos meus filhos. Aplicar-se-ão a reparar os ultrajes que o meu Filho recebe no sacramento do seu amor. Vê as graças que derramarei sobre aqueles que o trouxerem com confiança e que te ajudarão a propagá-lo.

15ª aparição em 3 de Julho de 1876.

No final do dia, Estela vê de novo a Santíssima Virgem. Esta chega muito tarde e "não fica senão alguns minutos".

Maria:

Não te fixei a hora a que viria, nem o dia. Não vou ficar senão por alguns minutos.

Maria parece chegar duma recepção importante e quer partilhar a sua alegria com Estela.

Maria:

Vim acabar a festa.

Estela: Não sabia que festa era. Perguntei no dia seguinte ao Prior que me respondeu que era em Lourdes, a coroação de Nossa Senhora de Lourdes.



Reconhecimento pela Igreja

Na verdade, o arcebispo de Bourges, D. de la Tour d'Auvergne, foi o primeiro a reconhecer o escapulário, em 12 de Dezembro de 1876. De seguida, Leão XIII também o reconheceu.

Estela é recebida em audiência por Leão XIII em 30 de Janeiro de 1900. Este papa que, entre 1 de Setembro de 1883 e 8 de Setembro de 1901, publicou 15 encíclicas sobre o Rosário, está bem informado sobre os acontecimentos de Pellevoisin. Aproveita pata pedir detalhes sobre as alusões de Maria relativamente à Igreja e à França.

Em 4 de Abril de 1900, três meses depois da audiência de Estela, a Congregação dos ritos, a pedido do papa, autoriza oficialmente para toda a Igreja, o escapulário do Sagrado Coração, tal como a Virgem o trazia em Pellevoisin.

Bento XV acrescenta:

«Acredito que as origens são boas e podemos dizer que Pellevoisin é um lugar especialmente escolhido pela Virgem para aí derramar as suas graças (17 de Outubro de 1915).



Um exvoto

Desde a primeira aparição, em 14 de Fevereiro de 1876, a Virgem aponta para que se deverá conservar a memória destas aparições. Ao ver a placa de mármore branco colocada diante dela, Estela Faguette identifica-a como sendo um exvoto, quer dizer, um testemunho pelo favor obtido. A primeira preocupação de Estela é saber onde colocarão esse exvoto.

Estela: Mas, minha boa Mãe, onde deveremos colocá-lo? Será em Nossa Senhora das Vitórias em Paris ou em Pellevoi…? Não me deu tempo de acabar Pellevoisin sem que me respondesse:

Maria:

Em Nossa Senhora das Vitórias têm bastantes marcas do meu poder, ao passo que em Pellevoisin não há nada. Têm necessidade de estimulantes.

Tinha nos quatro cantos, botões de rosa em ouro. No cimo estava um coração de ouro inflamado com uma coroa de rosas, trespassado com uma espada.

Eis o que lá estava escrito:

Invoquei Maria do mais fundo da minha miséria. 
Ela obteve de seu Filho a minha cura total.

A humilde Estela Faguette morreu com 86 anos e repousa no cemitério de Pellevoisin, não longe do túmulo de Georges Bernanos. No seu túmulo, duas palavras: "Sê simples".


A vidente

Estela Faguette nasce em 12 de Setembro de 1839. É ela que, aos 11 anos, na aldeia onde nasceu, leva o pendão de Nossa Senhora na procissão que festeja a proclamação do Dogma da Imaculada conceição, proclamado por Pio X em 8 de Dezembro de 1854. Ninguém imagina que, 22 anos depois, será ela que irá ser encarregada de proclamar as glórias de Maria no mundo inteiro.

Quando Estela tem 14 anos, o pai, devido aos negócios que correm mal, está na miséria. A família desloca-se para Paris e é Estela quem tem de ajudar materialmente o pai. Frequenta as Irmãs de S. Vicente de Paulo e a sua devoção a Maria é já bem visível. Aos 17 anos, entra para a congregação das irmãs Agostinhas de Hôtel-Dieu onde permanece três anos, dedicando-se aos mais necessitados. Ao fim deste tempo, tem de deixar a vida religiosa para de novo vir em auxílio dos pais. Vai servir para casa da família De La Rochefoucauld. A condessa encontra nela todas as qualidades para lhe entregar todo o tipo de responsabilidades.

Os condes, na estação quente, deixam Paris e vão instalar-se na sua casa de verão a três quilómetros de Pellevoisin, pequena aldeia dos arredores de Châteauroux.



15 aparições da Virgem a Estelle Faguette, em 1876



Primeira aparição

14 de Fevereiro de 1876: Aparição do demónio e, depois, da Virgem.

Desde há meses que Estela luta contra um grave tuberculose, rodeada de afeição e de bons cuidados. Está grata à condessa "a quem devo um pouco da minha resignação." Ela que dizia tantas vezes: "Minha pobre Estela, para sofrer assim tanto tempo, mais valia que Deus vos levasse, porque tudo leva a crer que nunca vos haveis de curar".

O sacramento da Extrema Unção dá-lhe uma serenidade total: "Nesse dia fiquei mais calma e disse muitas vezes: meu Deus, vós sabeis melhor que eu o que me é preciso, fazei o que vos agradar, apenas concedei que eu faça o meu sacrifício generosamente".

Aparição de Satanás

Na noite de 14 de Fevereiro de 1876, está esgotada. É perto da meia-noite. Uma personagem sinistra "de noite à procura da caça", apresenta-se junto da cama da moribunda; quer aproveitar-se do seu extremo cansaço.

Ela mesma conta: "De repente, o diabo apareceu ao pé da minha cama. Ó! Como tive medo. Era horrível, fazia-me caretas quando me apareceu a Virgem do outro lado da cama".

"Maria traz na cabeça um lenço muito branco"

Diz a Satanás:

Que fazes aqui? Não vês que Estela está revestida da minha libré (escapulário).

E tu, Estela, não tenhas medo, sabes bem que és minha filha!



A doença de Estela

Os pais de Estela vêm instalar-se em Pellevoisin em 1866. Ficam mais perto da filha que acompanha sempre a família de La Rochefoucauld a Poiriers-Montbel, durante a estação quente. Ficará mais barato viver em Pellevoisin do que em Paris. Quando a doença de Estela se agrava no Outono de 1875, a condessa atrasa o sua ida para a cidade.

Em Fevereiro de 1876, assuntos importantes esperam-na em Paris. Não pode demorar mais. Arranja uma casa perto da igreja e do cemitério de Pellevoisin onde instala confortavelmente Estela. Os pais Faguette, que moram em Pellevoisin desde há dez anos, vêm morar com a filha; poderão assim prestar-lhe mais facilmente os cuidados de que necessita. O seu estado físico é de tal forma desesperado, que o conde e a condessa compram, antes de partirem para Paris, um lugar no cemitério de Pellevoisim, para a sepultura da sua "criada" tão apreciada.

Em 14 de Fevereiro, o Dr. Hubert confirma as aparências: "Não tem mais que 4 a 5 horas de vida". Estela tem pelo menos a consolação de ver os pais instalados na mesma casa que ela, nos seus últimos momentos.

Estela Faguette não goza pois de boa saúde. Esta fraqueza física não é estranha à sua saída da comunidade com a idade de 20 anos. Os bons cuidados prestados pela condessa de La Rochefoucauld e a força de vontade de Estela triunfam temporariamente: durante onze anos, a sua dedicação é sem falha. Mas eis que em 29 de Agosto de 1875, o Dr. Bucquoy confirma que está gravemente atingida: sofre de "tuberculose pulmonar, de peritonite aguda e dum tumor abdominal." As lesões do pulmão progrediram de tal forma que se tornou contagiosa. O seu estado é tão grave que não pode mais trabalhar.

Estela tem 32 anos e não tenciona capitular tão facilmente. Decide recorrer aos meios extremos. Escreve directamente à Virgem. Entrega a carta à menina Reiter que vai colocá-la no parque do castelo, entre as pedras da gruta dedicada a Nossa Senhora de Lourdes. A resposta à carta chegará a Pellevoisin na noite de 14 par 15 de Fevereiro de 1876. Foram precisos cerca de seis meses para que a Virgem respondesse à carta de Estela, datada de Setembro de 1875.

Texto integral da carta de Estela Faguette dirigida à Virgem Maria em Setembro de 1875:

"Ó minha boa Mãe, eis-me de novo prostrada a vossos pés. Não podeis recusar ouvir-me. Não esquecestes que sou vossa filha, que vos amo. Concedei-me, pois, pelo vosso divino Filho, a saúde do corpo, para sua glória.

Olhai a dor de meus pais, sabeis bem que não me têm senão a mim como recurso. Não poderei acabar a obra que comecei? Se não puderdes, por causa dos meus pecados, obter-me a cura completa, podereis ao menos obter-me um pouco de força para poder ganhar a vida e a de meus pais. Bem vedes, minha boa Mãe, eles estão em vésperas de ter de mendigar o pão, não posso pensar nisso sem ficar profundamente aflita.

Recordai-vos dos sofrimentos que suportastes, na noite do nascimento do Salvador, quando fostes obrigada a ir de porta em porta pedindo asilo! Recordai-vos também do que sofrestes quando Jesus foi colocado na Cruz! Tenho confiança em vós, minha boa Mãe, se quiseres, o vosso Filho pode curar-me. Ele sabe que desejei vivamente ser do número das suas esposas e que foi para lhe ser agradável que sacrifiquei a minha existência pela minha família que tanto precisa de mim.

Dignai-vos escutar as minhas súplicas, minha boa Mãe, e transmiti-las ao vosso divino Filho. Que Ele me devolva a saúde se for do seu agrado, mas que seja feita a sua vontade e não a minha. Que pelo menos me conceda a resignação total aos seus desígnios e que isso sirva à minha salvação e à de meus pais. Possuís o meu coração, Virgem Santa, guardai-o sempre e que ele seja o penhor do meu amor e do meu reconhecimento pela vossa maternal bondade. Prometo-vos, minha boa Mãe, se me concederdes as graças que vos peço, de fazer tudo quanto de mim depender para vossa glória e do vosso divino Filho.

Tomai sob a vossa protecção a minha querida sobrinha e colocai-a ao abrigo dos maus exemplos. Fazei, ó Virgem Santa, que vos imite na vossa obediência e que um dia possua convosco, Jesus, na eternidade."

Estela Faguette



A sobrinha de Estela Faguette

No final desta carta, Estela coloca sob a protecção de Maria a sua pequena sobrinha.

Estela tinha duas irmãs, uma mais velha 3 anos, Genoveva, e outra mais nova que ela, Agostinha.

Genoveva Faguette Petitot morrre em 24 de Novembro de 1864 com 24 anos, deixando dois filhos: Eugénio morre a 20 de Fevereiro de 1865, com 13 meses.

A menina, Estela Petitot, tem 5 anos quando morre a mãe Genoveva Faguette Petitot.

É nesta altura que Estela Faguette toma a seu cargo a sobrinha que fica a morar com os pais. Estela com o seu salário sustenta o pai, a mãe e a sobrinha, "a pequena Estela", que habitam todos em Pellevoisin. No momento das aparições, Estela Petitot tem 17 anos e Estela Faguette pô-la como aprendiza em Paris, por 18 meses.

Depois desta aprendizagem, a pequena Estela volta a Pellevoisin, para casa dos pais Faguette e aí ficará até aos 22 anos.

Aos 22 anos, deixa a casa e não mais voltará. O lar Petitot, infeliz e desunido, foi para Estela Faguette causa de muita angústia e decepção. Ela que tanto tinha sofrido pela sua querida pequena sobrinha.



Segunda aparição

Maria anuncia três acontecimentos importantes.

O primeiro: durante cinco dias consecutivos, virei ver-te;

O segundo: sábado, morrerás ou ficarás curada;

O terceiro: se o meu Filho te conceder a vida, publicarás a minha glória.

Estela Faguette vai receber a visita de Maria quinze vezes no decorrer do ano de 1876.

As cinco primeiras aparições acontecem em cinco dias consecutivos, e segundo a própria Virgem:

Sofrerás ainda cinco dias, em honra das cinco chagas de meu Filho.

2ª aparição: 14 de Fevereiro de 1876

Maria aparece cinco vezes a meio da noite, em 14, 15, 16, 17, 18 de Fevereiro de 1876. A presença de Satanás que tinha sido importante no dia 14, torna-se cada vez mais discreta nos dias seguintes, de forma que no dia 18, está totalmente ausente. Inversamente, durante este tempo, a Virgem torna-se cada vez mais maternal: "Aproxima-se do meio da minha cama".

Estela: "Estou ainda muito perturbada com os pecados que cometi no passado e que aos meus olhos eram faltas ligeiras."

Virgem Maria:

As poucas boas acções e algumas orações fervorosas que me dirigiste tocaram o meu coração de mãe, estou cheia de misericórdia.

Estela fica estupefacta por ver que o pouco bem que fazemos, compensa a ingratidão das nossas faltas, por causa da bondade de Deus e da sua Mãe Misericordiosa.

Virgem Maria:

Recebi a tua carta. Vais ficar curada.

Terceira aparição

A partir de terça-feira, 15 de Fevereiro 1876, Estela sabe que será curada. Está tão pronta para morrer que fica decepcionada com a notícia.

Estela: "Mas, minha boa Mãe, se pudesse escolher, gostaria de morrer enquanto estou bem preparada."

Virgem Maria:

Ingrata! Se o meu Filho te devolve a saúde, é que tens necessidade. Se o meu Filho se deixou tocar, foi por causa da tua grande resignação e paciência. Não lhe percas o fruto por causa da tua escolha.


DEFESA ÀS APARIÇÕES DE JACAREÍ

DEFESA ÀS APARIÇÕES DE JACAREÍ

(FEITA POR UM PEREGRINO, AO CONTEMPLAR UM VÍDEO FALANDO MAL DAS MESMAS CITADAS ACIMA, E SOBRE A CARTINHA DO BISPO DA ÉPOCA, ALEGANDO QUE AS APARIÇÕES NÃO ERAM VERDADEIRAS)

NÃO SEI QUEM FEZ MAS PRA MIM ESSA PESSOA MERECIA UMA MEDALHA DE HONRA DE NOSSA SENHORA POR ESTA BELA DEFESA

"Quando você diz que devemos dar ouvidos ao que os padres dizem a respeito das aparições de Jacareí, corre em um ledo engano, pois, a “opinião pessoal” deles é que não pode ser elevado ao nível de “dogma de fé”. As cartas de Dom Nelson são muito citadas pelos que latem que estas Sagradas Aparições são falsas. Portanto, mister se faz alguns esclarecimentos. Há duas cartas oficiais onde este indigitado bispo trata da matéria “aparições”. Uma primeira, publicada em 1996, enquanto o mesmo ainda era bispo de São José dos Campos (diocese a qual pertence Jacareí). Nesta, não há menção alguma ao nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, muito menos, excomunhão, há somente algumas orientações pastorais. A segunda, publicada em 2007 e republicada em 2011, realmente traz explicitamente o nome do Profeta Marcos Tadeu Teixeira, porém, nesta, a palavra “excomunhão” é sequer mencionada.

Ainda há um probleminha com esta segunda carta. O dito bispo (certamente pela providência de Nossa Senhora) foi transferido para a diocese de Santo André/SP em 2003, e, observem, a segunda carta publicada por ele ocorreu no ano de 2007, quando já havia deixado de ter jurisdição eclesiástica sobre a cidade de Jacareí. Portanto, o mesmo, ao editar esta carta, violou a jurisdição eclesiástica conferida a ele pela Igreja, e, ainda, violentou gravemente a autoridade de Dom Moacir, então, bispo da Diocese de São José dos Campos, que, se quisesse, poderia ter criado o maior caso com isso, pois Dom Nelson desrespeitou frontalmente e atropelou sua autoridade eclesiástica, uma verdadeira afronta. Então eu lhes pergunto, vocês ainda vão dar credibilidade a um documento irregular e eivado de vícios como esse?

Vale lembrar, que não é obrigatório seguir estas cartas circulares dos bispos. Não há heresia nem cisma nisso. Um católico somente pode ser acusado de cismático ou herege se atentar contra os Dogmas de Fé. Que eu saiba, carta circular de bispo não é Dogma de Fé. Como a primeira carta de Dom Nelson não condena as Aparições de Jacareí, e a segunda está irregular, pode-se dizer que não pesa condenação oficial e regular da Igreja sobre estas Santas Aparições. Além do mais, até o presente momento, Dom José Valmor, que atualmente tem jurisdição eclesiástica sobre Jacareí, não fez pronunciamento oficial sobre as mesmas. Documento oficial onde o Profeta Marcos foi excomungado, também é inexistente, portanto, qualquer informação que diga o contrário é fruto de pura “fofoca”.

Ressalto que em Jacareí, realmente, não damos tanta importância aos documentos do Vaticano. O que nós realmente valorizamos é a doutrina que nos foi transmitida pelos santos, como Santo Afonso, São Luiz, Santa Teresa, São João da Cruz, etc... Outro adendo que gostaria de acrescentar, diz respeito ao fato da obrigatoriedade ou não das Sagradas Mensagens Celestiais. A orientação predominante entre os teólogos católicos, de que não é obrigatório seguir as Aparições de Nossa Senhora, se funda em meras opiniões pessoais de alguns clérigos a respeito do assunto. Esta orientação não tem o caráter da infalibilidade papal e muito menos é um Dogma de Fé. Realmente, o catecismo atual traz algo nesse sentido, mas vale lembrar que o mesmo não recebeu o caráter da infalibilidade pelo Concílio Vaticano II. Bem ao contrário do Santo Catecismo do Concílio de Trento. Este sim, recebeu o caráter de infalível. Ocorre que nossa amada Igreja há muito se transviou de uma tradição bíblica milenar, através da qual o “Deus dos Exércitos” sempre manifestou sua vontade ao povo de Israel por meio de suas aparições aos profetas (mesmo fenômeno que ocorre com o, também, profeta Marcos Tadeu, pois os fenômenos miraculosos e de aparições que ocorrem naquele Santuário, são da mesma espécie dos verificados na Sagrada Bíblia).

Ora, nos tempos bíblicos não era através dos fariseus, saduceus, príncipes e doutores da lei (a Igreja oficial da época) que Deus dava as suas diretrizes ao povo eleito, mas sim, através dos profetas, em outras palavras, dos videntes. Nos primórdios do cristianismo, também ocorria assim, pois, a própria origem da nossa amada Igreja se funda nas “aparições” de Jesus aos apóstolos e discípulos. Então, por que esta tradição bíblica foi quebra? Será que é porque as aparições aos profetas cessaram? Errado, pois nos últimos 100 anos ocorreram mais de 1000 aparições de Nossa Senhora, dos santos e anjos, e até de Deus.
A pergunta correta é, por que o clero tenta abafar isso, pois grande parte, senão todas, destas aparições também foram acompanhadas de sinais miraculosos, como, curas inexplicáveis pela ciência, sinais na natureza, etc... Se Deus usava deste expediente nos tempos bíblicos, certamente deveria continuar a usá-lo nos tempos do catolicismo, pois uma grande verdade que a Teologia professa é que Deus é imutável. Não citarei as passagens bíblicas onde Deus manifesta sua vontade através dos videntes/profetas, pois se assim fizesse, teria que citar a Bíblia inteira, pois a própria formação e ensinamentos nela transmitidos se dão por este meio. Gostaria apenas de citar um pequeno exemplo de qual atitude deveremos tomar frente às Aparições de Jacareí, tomando por base a Bíblia. Saulo, quando se dirigia à cidade de Damasco e Jesus lhe “aparece” exclama: “Senhor, que queres que eu faça?” (At 9, 6). Naquela ocasião, Jesus disse a ele para procurar os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! O ordenou que entrasse na cidade de Damasco e ali lhe seria dito o que deveria fazer. Beleza. E quem Deus enviou para Saulo? Os fariseus e saduceus (a Igreja oficial da época)? Não! Mas Ananias, um vidente. Como eu sei que Ananias era um vidente? As Sagradas Escrituras nos contam que foi uma aparição de Jesus que disse para ele ir procurar Saulo. É só conferir At 9, 10-16ss.

Outro exemplo foi Judas Iscariotes; este preferiu errar com a Igreja oficial da época (lembra né, fariseus e saduceus) que acertar sem ela. Bom... Errou mesmo! E segundo alguns santos místicos, como Maria de Ágreda, sua alma se encontra no inferno. Assim, a posição teológica defendida pela maioria dos teólogos atuais, de que as aparições não são obrigatórias, falando em termos de estudo teológico da atualidade, é perfeitamente passível de questionamento, e, inclusive, daria uma boa tese de doutoramento. É um posicionamento que pode ser mudado. Não é Dogma de Fé. Gostaria de finalizar este ponto dizendo o seguinte. Jesus tolerou para sempre aquela Igreja oficial da época (o judaísmo) que rejeitou o projeto que suas aparições aos Apóstolos (que também eram videntes) propunha? Claro que não!!! Por causa disso, Deus se retirou do meio daquela Igreja e passou a habitar no meio dos seus videntes, os apóstolos e discípulos, e, assim, surgiu a nossa amada Igreja Católica (Mt 21, 39-45).

Não é objetivo do Profeta Marcos Tadeu, nem de sua Ordem e muito menos de nós, a Milícia da Paz (formada por todos os fiéis seguidores daquele Santuário) provocar um cisma na Igreja. Nós apenas denunciamos os erros (prerrogativa esta, conferida aos leigos pelo próprio Concílio Vaticano II), lutamos para que a devoção a Nossa Senhora, aos santos e anjos seja colocada em seu devido lugar, e que as suas mensagens, e as dos demais santos, e até as de Deus, seja acolhida como nos tempos Bíblicos, pois acreditamos que se isto não for feito, irá se abater gigantescos cataclismos sobre a Terra, de uma tal magnitude que nunca houve, nem jamais haverá. Acreditamos que esta “palavra de Deus” transmitida nas aparições é o caminho e a única forma de salvar o mundo, e qualquer obra, ou pessoa, que ensine ou faça diferente do que elas dizem, é desprezada por nós. O motivo para isto é muito simples. Desde tempos remotos, as Aparições de Nossa Senhora (inclusive as não aprovadas pela Igreja) vêm dizendo o que aconteceria ao mundo se esta “palavra de Deus” não fosse obedecida. Resultado, tudo o que elas disseram, em um passado remoto, está se cumprindo na atualidade. Então, não há outra conclusão a se fazer, a não ser admitir que elas eram verdadeiras, e que o clero errou. Aliás, o histórico de erro do clero é algo realmente interessante. Basta citar a condenação que pesou durante 20 anos sobre as Santas Aparições de Jesus Misericordioso à Santa Faustina, e não foi por um “bispozinho” qualquer. Foi pelo próprio papa da época. Se não fosse a atuação do então Cardeal Karol Józef Wojtyła, futuro Papa João Paulo II, estas aparições estariam condenadas até os tempos atuais, e, certamente, você seria um grande opositor delas, não é? Infelizmente, como atualmente o número de Cardeais, e clérigos em geral, com este nível de espiritualidade é praticamente nulo... tadinha das aparições... snif. Praticamente nenhum deles entende de Teologia Mística, o estudo apropriado para se avaliar as aparições e estudá-las.

Além do mais, as aparições de La Salette, Lourdes e Fátima, para quem conhece mais a fundo sua história, verá que elas na verdade não foram aceitas pelo clero. Muito pelo contrário, este as combateu com todas as suas forças. Na realidade, o que ocorreu, é que os fiéis praticamente as fizeram descer goela abaixo na garganta do clero, de tal modo, que eles não tiveram outra opção a não ser aprová-las. E, mesmo nestas que foram aprovadas, o estrago que o clero fez é algo incomensurável. Não as divulgou como deveria; se o corpo incorrupto de Santa Bernadete estivesse no Santuário de Lourdes iria converter milhões de fiéis, no entanto está praticamente escondido no convento de Nevers; o corpo incorrupto de Santa Jacinta foi escondido dos fiéis; a esmagadora maioria dos vaticanistas da Itália é de acordo que, até hoje, o terceiro segredo de Fátima não foi revelado em sua integralidade; a consagração da Rússia não foi feita como Nossa Senhora pediu até os dias atuais, etc... E isso, só para citar os danos que me vem à mente neste momento.

No Santuário das Aparições de Jacareí, o Profeta Marcos está resgatando tudo aquilo que a Igreja e a sociedade tanto se esforçaram para extinguir, os escapulários, medalhas, mensagens, enfim, a salvação do mundo que Nossa Senhora nos revelou e ofereceu com tanto amor ao longo de suas aparições na história. Sem dúvida, lá está se cumprido a passagem da Escritura na qual se diz: “Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas...” Mt 13,52 É uma nova aparição que resgata todas, até as mais antigas. Portanto, se ainda quiserem seguir a doutrina da cabeça deste cara de que não precisamos de aparições, o problema é de vocês. Aliás, se formos pensar bem, porquê Deus, Nossa Senhora os anjos e os santos apareceriam, né? Afinal de contas, nosso mundo está uma verdadeira maravilha, não é? Não temos problemas de droga, prostituição, corrupção, degradação moral, depressão, decadência da Igreja, violência, roubos, assassinatos, guerras, miséria..., todos os sacerdotes são verdadeiros Serafins de santidade, enfim, o Vaticano está dando conta do recado... Só não está apresentando um desempenho melhor devido a um “pequeno” probleminha de tráfico de influência entre os altos clérigos, desvio de verbas do banco do Vaticano, looby gay entre os padres, pedofilia generalizada, um papa progressista e comunista..., mas, afinal de contas, são probleminhas fáceis de serem solucionados, né? É... Em um mundo maravilhoso e em ótimo funcionamento como esse, realmente não entendo o motivo de tantas aparições..."